sexta-feira, outubro 21, 2011

Pensando na vida!!!!


Aproveitem.
Ela já é tão curta...

"Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, e depois perdem o dinheiro para a recuperar. Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente, de tal forma que acabam por nem viver no presente nem no futuro. Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se não tivessem vivido..."
(Confúcio)

terça-feira, outubro 18, 2011

Receitas caseiras para tratar seu cachorro

TUDO NATURAL


Os remédios naturais podem acabar com diversos tipos de problemas nos cães,
como por exemplo: alergia, pulgas, resfriados, ansiedade etc… Abaixo algumas dicas:

1 – Pulgas: chá de arruda
para repelir pulgas do seu cachorro, pingar uma gota de chá de arruda na pele do mesmo. 1. Sarna Remédio natural: melão amargo (ou melão-de-são-caetano) É necessário fazer o tratamento por três semanas. Dê um banho normal no cachorro semanalmente, secando com toalha e secador. Posteriormente, aplique o suco puro do melão. Deixe agir por 10 minutos (atenção!: o cachorro não pode lamber, é tóxico!), enxágue bem e seque.

2. Aumente a imunidade do seu cachorro Remédio natural: aveia
Se ele estiver adoentado, misture na ração entre 1 e 2 col. (café, chá, sobremesa ou sopa, conforme o tamanho do cachorro). Mas atenção, a aveia poderá ocasionar diarréia no cão! Nesse caso, use o chá das folhas.

3. Acabe com cólicas e desintoxique seu cachorro Remédio natural: água de arroz e chá de erva-doce
A água de arroz ajuda a desintoxicar e o chá alivia cólicas. Lave arroz cru (use de cada vez um copo de água para cada ½ xícara de arroz comum) e separe a terceira passagem da água. Coloque numa seringa sem agulha e dê um pouquinho do líquido várias vezes ao dia. Intercale o remedinho com chá de erva-doce, que alivia as cólicas.

4. Para acalmar cachorros que ficam sozinhos Remédio natural:folhas de maracujá (passiflora)
Numa panela sem tampa, ferva por 10 minutos de 3 a 5 g de folhas de maracujá em 250 ml de água. Quando esfriar, misture esse chá na água que o animal bebe.

5. Espantar parasitas, como pulgas e carrapatos Remédio natural: arruda 
Primeiramente, prepare uma infusão com 20g de folhas de arruda em 1 litro de água quente (sem ferver) e use como a última água de enxágue. Deixe secar naturalmente. Galhos da erva-de-santa-maria sob a cama deles agem como repelente.

6. Cicatrização mais rápida para pequenos machucados Remédio natural: couve Coloque uma folha de couve
 macerada
Coloque uma folha de couve macerada sobre o ferimento. Mas, se ele insistir em comer o curativo, use o plano B: deixe a couve pra lá e misture 1 parte de tintura de calêndula em 2 partes de água fervida e filtrada e passe no machucado de três a quatro vezes ao dia.

7. Aliviar sintomas de gripes, resfriados e tosses Remédio natural: guaco 
O veterinário já deu o diagnóstico? Então prepare o xarope: ferva 6 folhas picadas de guaco em ½ litro de água, coe, misture o suco de 1 limão e adoce com 3 col. (sopa) de mel puro. Dê 1 col. (de chá, sobremesa ou sopa, conforme o tamanho do bicho), de três a quatro vezes ao dia.

8. Leite caseiro para filhotes 
. 200 ml de leite integral
. 1 gema de ovo
. 1 col. de chá de óleo vegetal (soja, milho, canola ou girassol)
. 1 pitada de sal
. 1 col. de chá de mel
. 10 gotas de vitamina B12 (encontrada em farmácias)
. 1 col. de sopa de água filtrada
Misture os ingredientes, aqueça na temperatura de 37ºC, ofereça aos bebês na mamadeira e guarde o restante na geladeira.
  
9. Frontline caseiro
Ingredientes:
* 1 litro de álcool – compre álcool de cereais – é melhor do que o de supermercado
* 3 pedras de cânfora ou 60g.
* 1 pacotinho de cravo da índia
* 1 copo de vinagre branco.
Obs: Não leva água.
Modo de fazer:
Misture tudo e deixe em infusão até dissolver a cânfora.
Misture todos os ingredientes, coloque num borrifador de plantinhas.
Use bastante nos pêlos dos peludos (cães e gatos), na casa depois de varrer, nas casinhas deles…
até em você pois o efeito repelente serve contra mosquitos em humanos também.
Carrapatos aparecem ás vezes, pois o vento traz, mas morrem na hora!
Quando chega um peludo resgatado da rua, antes do banho eu borrifo esta solução neles e envolvo com uma toalha.
 As pulgas saem mortas e os carrapatos quase morrendo!
Depois é só dar o banho, secar e colocar mais a solução pra garantir.
   
                        FONTES:    www.portaldacinofilia.com.br    e    http://caopreferido.blogspot.com/2009/10/com-fazer-um-frontline-caseiro.html

                                                                                    http://amaiscpv.com.br/2010/08/11/receitas-caseiras-para-tratar-seu-cachorro/

Feliz dia das Bruxas

Feliz dia das Bruxas

 

A palavra Halloween tem origem na Igreja católica. Vem de uma corrupção contraída do dia 1 de novembro, "Todo o Dia de Buracos" (ou "Todo o Dia de Santos"), é um dia católico de observância em honra de santos. Mas, no século V DC, na Irlanda Céltica, o verão oficialmente se concluía em 31 de outubro, o Ano Novo Céltico. O feriado era Samhain (é uma das datas mais importantes do calendário pagão e marca duas coisas essenciais: o ano novo Celta e a festa dos mortos. Por toda a Grã-bretanha pagã esta data tem sido celebrada durante séculos. Acredita-se que na noite de 31 de Outubro para 1 de Novembro a divisão entre o mundo dos vivos e dos mortos é mais ténue, e é possível estabelecer contacto entre uns e outros. É o dia de lembrar os nossos mortos queridos, e o único dia do ano em que os espíritos daqueles que partiram poderiam voltar à terra e confraternizar com os vivos. É um dia de reflexão sobre a mortalidade e ao mesmo tempo de perceber que tudo na vida é efémero e passageiro). Alguns bruxos acreditam que a origem do nome vem da palavra hallowinas - nome dado às guardiãs femininas do saber oculto das terras do norte (Escandinávia).

O Halloween marca o fim oficial do verão e o início do ano-novo. Celebra também o final da terceira e última colheita do ano, o início do armazenamento de provisões para o inverno, o início do período de
retorno dos rebanhos do pasto e a renovação de suas leis. Era uma festa com vários nomes: Samhain (fim de verão), Samhein, La Samon, ou ainda, Festa do Sol. Mas o que ficou mesmo foi o escocês Hallowe'en.

Uma das lendas de origem celta fala que os espíritos de todos que morreram ao longo daquele ano voltariam à procura de corpos vivos para possuir e usar pelo próximo ano. Os celtas acreditavam ser a única chance de vida após a morte. Os celtas acreditaram em todas as leis de espaço e tempo, o que permitia que o mundo dos espíritos se misturassem com o dos vivos.
Como os vivos não queriam ser possuídos, na noite do dia 31 de outubro, apagavam as tochas e fogueiras de suas casa, para que elas se tornassem frias e desagradáveis, colocavam fantasias e ruidosamente desfilavam em torno do bairro, sendo tão destrutivos quanto possível, a fim de assustar os que procuravam corpos para possuir, (Panati).

Os Romanos adotaram as práticas célticas, mas no primeiro século depois de Cristo, eles as abandonaram.
O Halloween foi levado para os Estados Unidos em 1840, por imigrantes irlandeses que fugiam da fome pela qual seu país passava e passa ser conhecido como o Dia das Bruxas. 


 
A Lenda da abóbora usada no Halloween:A história conta que um homem chamado Jack morreu e foi proibido de entrar no Paraíso por ter sido muito avaro enquanto vivo. Quando chegou ao inferno, decidiu pregar uma brincadeira no diabo e desenhou uma cruz no tronco de uma árvore. Aprisionado dentro da árvore, o diabo teve que jurar que não iria mais tentar Jack. Feita a promessa, ele fechou as portas do inferno, condenando o moço a vagar pelo mundo até o juízo final. Jack pediu um pouco de fogo para iluminar a escuridão, mas só recebeu um pedaço de carvão em brasa. Decidiu colocá-lo dentro de um nabo para que não se apagasse e então surgiu a lenda do Jack o´lantern (Jack da lanterna). Os irlandeses costumavam acender velas dentro desse vegetal durante as festas do Dia-das-Bruxas. Quando foram aos Estados Unidos, no entanto, tiveram dificuldades para encontrar o nabo e o substituíram por abóboras, mais abundantes na região.


A Lenda dos "Doces ou Travessuras"
A brincadeira de "doces ou travessuras" é originária de um costume europeu do século IX, chamado de "souling" (almejar). No dia 2 de novembro, Dia de Todas as Almas, os cristãos iam de vila em vila pedindo "soul cakes" (bolos de alma), que eram feitos de pequenos quadrados de pão com groselha.
Para cada bolo que ganhasse, a pessoa deveria fazer uma oração por um parente morto do doador. Acreditava-se que as almas permaneciam no limbo por um certo tempo após sua morte e que as orações ajudavam-na a ir para o céu.



Alguns significados simbólicos:

 Abóbora: simboliza a fertilidade e a sabedoria
A Vela: indica os caminhos para os espíritos do outro plano astral.
O Caldeirão: fazia parte da cultura - como mandaria a tradição. Dentro dele, os convidados devem atirar moedas e mensagens escritas com pedidos dirigidos aos espíritos.
A Vassoura: simboliza o poder feminino que pode efetuar a limpeza da eletricidade negativa. Equivocadamente, pensa-se que ela servia para transporte das bruxas.
As Moedas: devem ser recolhidas no final da festa para serem doadas aos necessitados.
A Aranha: simboliza o destino e o fio que tecem suas teias, o meio, o suporte para seguir em frente.
O Morcego: simbolizam a clarividência, pois que vêem além das formas e das aparências, sem necessidades da visão ocular. Captam os campos magnéticos pela força da própria energia e sensibilidade.
O Sapo: está ligado à simbologia do poder da sabedoria feminina, símbolo lunar e atributo dos mortos e de magia feminina.
O Gato Preto: símbolo da capacidade de meditação e recolhimento espiritual, autoconfiança, independência e liberdade. Plena harmonia com o Unirverso.
Cores:
Laranja - cor da vitalidade e da energia que gera força. Os druidas acreditavam que nesta noite, passagem para o Ano Novo, espíritos de outros planos se aproximavam dos vivos para vampirizar a energia vital encontrada na cor laranja.
Preto - cor sacerdotal das vestes de muitos magos, bruxas, feiticeiras e sacerdotes em geral. Cor do mestre.
Roxo - cor da magia ritualística.


Doçuras ou Travessuras???

segunda-feira, outubro 17, 2011

História da Mulher

A VERDADEIRA HISTÓRIA DA MULHER


Conta uma lenda que no principio do mundo, quando Deus decidiu criar a mulher, viu .....
que tinha esgotado todos os materiais sólidos
no homem e não tinha mais do que dispor.
Diante deste dilema e depois de uma profunda meditação, fez o seguinte:

Pegou a forma arredondada da lua,
as suaves curvas das ondas,
a terna aderência das bromélias,
o tremulo movimento das folhas,
a forma esbelta da palmeira,
a nuance delicada das flores,
o amoroso olhar do cervo,
a alegria do raio de sol
e as gotas do choro das nuvens.

Cuida-te quando fazes chorar uma mulher, pois Deus conta as suas lágrimas.
A mulher foi feita da costela do homem, não dos pés para ser pisada, nem da cabeça para ser superior, mas sim do lado para ser igual, debaixo do braço para ser protegida e do lado do coração para ser AMADA.“

domingo, maio 18, 2008

MUSICA!

Álbum acústico do Pink Floyd gravado em 1969 em Amsterdam.Eu ainda não conhecia esta gravação. Se você curte a banda.....

http://www.divshare.com/download/4433251-9be


01 - Introduction - 1969 ... 02 - Daybreak - 1969 - Am...
03 - Work - 1969 - Amster... 04 - Tea Time - 1969 - Am...
05 - Afternoon - 1969 - ... 06 - Doing It! - 1969 - A...
07 - Sleeping - 1969 - Am... 08 - Nightmare - 1969 - A...
10 - The Beginning - 1969... 09 - Daybreak - 1969 - Am...
11 - Beset By The Creatur... 12 - The Narrow Way - 196...
13 - The Pink Jungle - 19... 14 - The Labrinths Of Aux...
15 - Behold The Temple Of... 16 - The End Of The Begin...

terça-feira, agosto 28, 2007

Believe

Believe
No big misteries, no great explanations.

Lenny Kravitz

Believe

"I am you and you are me
Why's that such a mystery?
If you want it you got to believe
Who are we?
We're who we are
Riding on this great big star
We've got to stand up if we're gonna be free yeah

If you want it you got it
You just got to believe
Believe in yourself'
Cause it's all just a game
We just want to be loved

The Son of God is in our face
Offering us eternal grace
If you want it you've got to believe
'Cause being free is a state of mind
We'll one day leave this all behind
Just put your faith in God and one day you'll see it

If you want it you got it
You just got to believe
Believe in yourself'
Cause it's all just a game
We just want to be loved

The future's in our present hands
Let's reach right in
Let's understand
If you want it you've got to believe yeah

If you want it you got it
You just got to believe
Believe in yourself yeah
'Cause it's all just a game
We just want to be loved."

quarta-feira, junho 20, 2007

ECO 92

92 a 2007, 15 anos... quantos mais achamos que temos antes de acordar, se é que já não é tarde demais. No ano retrasado a revista Trip publicou uma matéria de capa com o seguinte título "Fudeu". Essa matéria tratava das mazelas que fizemos ao longo da evolução ou involução da humanidade e que, segundo os especialistas, são irreverssíveis.
O triste é que hoje ainda está pior que há 15 anos atrás...
Que mundo deixaremos para nossos filhos e netos?
Não sei....
Assistam pois vale a pena. Isso foi em 92. ECO 92, no Rio de Janeiro.


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domingo, junho 10, 2007

Tortura moderna

“Tenta sim. Vai ficar lindo.”
Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve. Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.



- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.
- Vai depilar o quê?
- Virilha.
- Normal ou cavada?
Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.
- Cavada mesmo.
- Amanhã, às... deixa eu ver...13h?
- Ok. Marcado.

Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.
- Querida, pode deitar.



Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.
- Quer bem cavada?
- ...é... é, isso.

Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.
- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda.
- Ah, sim, claro.
Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei. De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).
- Pode abrir as pernas.
- Assim?
- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.
- Arreganhada, né?
Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar.




Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural. Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.
- Tudo ótimo. E você?
Ela riu de novo como quem pensa “que garota estranha”. Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes.



O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.
- Quer que tire dos lábios?
- Não, eu quero só virilha, bigode não.
- Não, querida, os lábios dela aqui ó.
Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios ? Putz, que idéia. Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.
- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.
Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.
- Olha, tá ficando linda essa depilação.
- Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.

Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. “Me leva daqui, Deus, me teletransporta”. Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.
- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?
- Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada.
Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.



- Vamos ficar de lado agora?
- Hein?
- Deitar de lado pra fazer a parte cavada.
Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.
- Segura sua bunda aqui?
- Hein?
- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.
Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:
- Tudo bem, Pê?
- Sim... sonhei de novo com o cu de uma cliente.



Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu tuin peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá? Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.



- Vira agora do outro lado.
Porra.. por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.
- Penélope, empresta um chumaço de algodão?
Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem? Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.



- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.
- Máquina de quê?!
- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.
- Dói?
- Dói nada.
- Tá, passa essa merda...
- Baixa a calcinha, por favor.
Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.
- Prontinha. Posso passar um talco?
- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.
- Tá linda! Pode namorar muito agora.

Namorar...namorar... eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada. Queria comprar o domínio preserveasbucetaspeludas.com.br. Queria tudo.
Menos namorar.
(sim, este é o texto original)
http://redatorasdemerda.blogspot.com/